08/10/2014

OCUPAÇÃO PRETA



OCUPAÇÃO PRETA no Centro Cultural da Penha

14h – Rodas de conversa: O escritor negro e a literatura na atualidade

Luciana Campos – Mediação
Professora, mediadora de leitura

Márcio Barbosa
Um dos coordenadores do Quilombhoje Literatura, pesquisador. Realizou as entrevistas e os textos do livro Frente Negra Brasileira. E foi um dos responsáveis pelo vídeo documentário e livro “Bailes”

Paulo Rafael
Autor do livro “O mundo cá tem fronteira: uma aventura Brasil - Cabo Verde” lançado em 2013. Historiador, desenvolveu pesquisa para documentários, educador na PUC-SP, na Secretaria dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, em Cabo Verde, na África, e também aqui no Brasil com crianças em situação de rua.

Elizandra Souza
Poeta, Jornalista, Editora da Agenda Cultural da Periferia na Ação Educativa, locutora da Rádio Comunitária Heliópolis FM.Co-organizadora da Antologia Pretextos de Mulheres Negras com Carmen Faustino e textos de 20 poetisas negras. Autora do livro de poesias Águas da Cabaça.
Co-autora do livro de poesias Punga com Akins Kintê (Edições Toró,2007) e participação em revistas e antologias literárias como Literatura Marginal – Ato 3, Cadernos Negros, Negrafias, entre outras. Idealizadora do evento Mjiba em Ação – Comemoração ao Dia da Mulher Negra (25 de julho). Poeta do Sarau da Cooperifa desde 2004. Editora do FanzineMjiba (2001-2005).



16h30 – Intervenção: Literatura em movimento: encontro de Saraus

Quilombhoje Literatura e Sarau Afro Mix
Originado nas rodas de poemas promovidas pelo Quilombhoje nas décadas de 80 e 90, o Sarau Afro Mix foi criado no ano de 2002 na cidade de São Paulo e pode-se dizer que precede um movimento que tomou corpo e que hoje coloca um sopro de novidade na cultura brasileira, que são os chamados saraus "periféricos". As edições do Sarau Afro Mix reúnem não só autores que publicam na série Cadernos Negros. O Sarau Afro Mix é um espaço onde podem se reunir pessoas interessadas em declamar, ler suas poesias ou de outros autores e autoras, além de agregar outras linguagens artísticas. Espaços como esse precisam ser fomentados, incentivados, já que numa cidade com a dimensão de São Paulo eles são realmente necessários para a população em geral. Isso se torna mais urgente se pensarmos em termos de cultura afro-brasileira, para a qual os espaços são mais difíceis de serem encontrados, já que a própria cidade tende a deixar os produtores culturais negros na invisibilidade. Por fim, o Sarau é um espaço de convivência, que dá a oportunidade de os presentes expressarem poeticamente as angústias e alegrias do cotidiano. Dessa forma, é também uma oportunidade de fomentar a literatura afro, divulgar novos talentos e a reflexão sobre a própria história e literatura do negro.

O que dizem os umbigos
O Sarau “O que dizem os Umbigos?!" nasce da pergunta que leva o seu nome e sua ideologia: “ O que dizem os Umbigos?”
Podemos ver que em tempos atuais,que são regidos pela cultura de massa televisiva e tecnológica, as relações humanas partem cada vez mais para o âmbito individual, e acabamos nos distanciando cada vez mais do diálogo, da troca de experiências e do exercício da escuta; é nesse momento que entramos em cena para fazer a pergunta que estimulo o mover:” O que dizem os Umbigos?', com o intuito de que paremos um pouco de “olhar para os nossos umbigos e passemos a dialogar com o umbigo do outro”.

Portas Abertas
Patrícia Cândido, liberta do cárcere, com coração em chamas e projeto nas mãos, fez nascer no dia 27 de Abril de 2013, no bairro dos Pimentas em Guarulhos, numa cozinha o “Sarau Portas Abertas". Com o intuito de promover a arte, cultura e educação e mostrar à população do bairro que o tráfico e a criminalidade não são as únicas opções de vida. O Sarau cresceu e saiu da cozinha. Hoje firma-se na rua para cumprir o desejo de ver a "Mulecadinha" se envolver com a poesia.


18h – 21h Penharol convida Bê O e Rincon Sapiência