30/01/2012

PINHEIRINHO! Quem não enxergar direito pensará que é vinho






Enfim 2012.  06 de janeiro foi dia de Reis, quando desmonta-se a árvore de Natal, de plástico, altamente inflável, falso pinheiro, claro, ladeado de lampadinhas pirateadas, altamente infláveis, já disse. Para desmanchar o símbolo de alegria católico, mandamos goela abaixo, se possível, um vinho (Lembrei-me do Criolo - "bebemos até no aniversário de Cristo!") desculpa antiga para beber, vale qualquer sobra do natal, inclusive o "Sangue de Boi" ou o "Natal" mesmo, tá valendo.  Retornei de fôlego renovado ainda pensando nas inúmeras contas que desembocam em janeiro e fevereiro. Mas faz parte, ou dizem que faz. Isso eu entendo e resolvo sozinho. Agora o que eu não consigo entender, muito menos resolver sozinho  é a boa vontade política em resolver assuntos de posse de terra quando o invasor é o pobre. Em São Jose dos Campos sobrou borrachada, pois é, falamos de outro pinheiro, não o bairro de Pinheiros, mas o Pinheirinho, altamente inflamado, onde um local que deveria ter sido símbolo de alegria para aqueles que lá moraram, foram obrigados a sair. Medida goela abaixo, "Saia agora ou..."  As manchetes cansam de mostrar as mansões em áreas de preservação ambiental (ex. Cantareira) ou área pública ( Shopping Center) tratados com cuidados, educação, fotografado do alto com helicóptero silênciooooso. Muito diferente do que aconteceu lá. Pinheirinho. Onde sobrou gases, tiros, muitos tiros. Áreas nobres boa educação, zelo, advogados de prontidão e respeito muito respeito. Pinheirinho sobra latifundiária de natais passados, mamatas e especulações, é  patrimônio do sempre rico Naji Nahas,  devedor do governo estadual e local. Enquanto o governo, e sua estrutura, que deveria servir para defender e tratar com extremo respeito crianças, mulheres e homens. Que deveria buscar a melhor saída para não ocorrer confrontos e, Oxalá, reconhecer sua grave falha de oferta habitacional, o que fez ao Pinheirinho? Para os poderosos dia de Reis continua o ano todo. Pinheirinho em sua terra escorre sangue, a imprensa que não enxerga pensará que é vinho, produto bendito para comemorar "pacífica" especulação-reintegração de posse.