30/05/2011

O livro andante!!

Livreiro Adão, Claudinho e Ballouk


O meu livro Enquanto o Tambor não chama foi batucar na FESPretoSP,   precisamente no reduto de resistência pensante do Livreiro Adão, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Fui a convite do amigo Claudinho (Soweto) conhecer o simpático Adão. Passava o imperdível Quanto Vale ou É Por Quilo, sempre necessário nesses eternos dias de maracutaia governamental. Filme duro e imprescindível. Daquele que deveria acompanhar cesta básica, cesta cultural, sei lá. E Quanto ao livro, agora você tem mais uma opção, procure o livreiro Adão, gente boa, conversa de horas e livros raríssimos. Com o sentimento lembrando Asas do Desejo de Wim Wenders, fui pego com o poema saindo da boca, tomando o meu corpo. Fui obrigado a recitar, fiquei preocupado de sentir um troço ou coisa do gênero. Fiz o que sentia. Sentia-me feliz, o próprio homem tambor do poema Tamborilando. Recitei meio baixinho, mas mandei o poema. Segue ele logo mais abaixo. O Claudinho pode ser visto na USP ou no Centro Cultural sempre envolvido em muitos livros, pesquisas e fazendo novas amizades.



TAMBORILANDO

metade homem
metade tambor
procurava pelos pares
entre caminhos literários
seguia centauros, elfos
pégasos, unicornios

via-se sozinho
o homem tambor
talves, em estante errada
pressentindo
passou a esticar seu couro
ao sol

o mais antigo dos seres
recebeu de um menino
um toque
de curiosidade inflamada
bem no centro do umbigo

O homem
metade tambor
levitava
propulsão sonora

26/05/2011

Arma de fogo X Jovens negros - Charge

"A ciência já provou a inexistência de "Raças" entre seres humanos. Mas continua um mistério a estranha tendência das armas de fogo atingirem jovens negros." Laerte/ 21/05 - Folha.

18/05/2011

O TAMBOR NA PAULISTA

o início... - Mafalda e Marcos
O que dizer. Foi lindo. Tanta gente reunida em comunhão de um livro, um lançamento, o desejo de que palavras possam realizar mudanças... Ter um primeiro livro é coisa especial, sublime, alguns diriam. E deve ser mesmo. Ainda sinto o aperto das mãos das pessoas, o abraço sem frio, o cheiro de amizade entre livros. Companheiros da escrita não faltaram ( não cairei na armadilha de cita-los, deixe para as fotos...) . Mas tão importante quanto o livro foi a performance dos amigos Helton Fesan, Liah Jones, Mafalda Pequenino, Marcos Xavier acompanhados de Cosme Alves. Que honra para um escritor! Confesso que muitas vezes me comportei igual a noivo em dia do seu casamento. Nervoso. Ansioso. E sai com o sentimento de que devia ter assistido mais, espalhado mais o aroma de ervas sagradas, porém agarrado à caneta tentava deixar uma palavra, ou outra seguida de outra com um gracejo no meio, sempre especial. Coisas que um livro faz. Foi adrenalina de Red Bull teatro/poesia. Foi. É. Foi... E para todos aqueles que foram físico ou espiritualmente, no pensamento, na vontade, no chamego, no sentimento. Meu muito obrigado. Simbora.


amigos, leitores!

Continuo compromissado com a palavra...

Helton, Mafalda, Liah e Marcos - Fantásticos!
Obrigado!!!

15/05/2011

O cartaz


Essa semana foi bem agitada. Encontro no CEU Água Azul com alunos do EJA Cidade Tiradentes, rapaziada animada, com diretoria e professores interessados de verdade no ensinamento de seus alunos, Parabéns. Lançamento do Livro do Cuti e da Sueli Carneiro na livraria Martins Fontes e marcha noturna do 13 de Maio. Depois eu posto as fotos.

09/05/2011

lançamento: Enquanto o Tambor não Chama




Eu, Sergio Ballouk, estarei na terça-feira (dia 17 de maio), das 19h30 às 23h, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), para um bate-papo com você sobre o meu livro Enquanto o Tambor Não Chama, um dos projetos contemplados pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (PROAC), da Secretaria do Estado da Cultura – Ação Cultural de 2010. O evento contará com uma sessão de autógrafos, além de uma apresentação teatral com :

os atores Marco Xavier e Mafalda Pequenino (Turma do Gueto), Liah Jonnes (cantora e atriz) e Cosme Alves (músico). Direção de Helton Fesan.

Espero você lá.

Serviço:

Bate-papo, gente bonita e peça teatral sobre o livro

Data: 17 de maio – terça-feira

Horário: a partir das 19h00

Local: Casa das Rosas (Av. Paulista, 37- Próximo ao Shopping Paulista - entre as estações do Metrô Brigadeiro e Paraíso)

Entrada franca


informações: www.sergioballouk.blogspot.com
www.quilombhoje.com.br

07/05/2011

Lançamento dos livros de Cuti e Sueli Carneiro





Divulgação "A Selo Negro Edições e a Livraria Martins Fontes promovem:


dia 12 de maio - quinta-feira, das 19h às 21h30,
Av Paulista, 509 - São Paulo ( Próximo à estação Brigadeiro do Metrô)



a noite de autógrafos dos livros

Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (coleção Consciência em Debate), da ativista e feminista negra Sueli Carneiro, e Lima Barreto (coleção Retratos do Brasil Negro), do escritor e pesquisador Cuti. As coleções, coordenadas por Vera Lúcia Benedito, pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, têm como objetivo debater temas prementes da sociedade brasileira e abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. A livraria fica na Av. Paulista, 509 – São Paulo (próximo à estação Brigadeiro do metrô).


O livro Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, sexto volume da Coleção Consciência em Debate, reúne, pela primeira vez, os melhores artigos publicados na imprensa brasileira por Sueli Carneiro, entre 2001 e 2010. Em cada linha, a fundadora do Geledés Instituto da Mulher Negra convida o leitor a refletir criticamente sobre a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado, de modo vergonhosamente desigual, as relações sociais e políticas do país. Na sua avaliação, vive-se atualmente um clima de crescimento da intolerância.



Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) é um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Duramente rechaçado pelos críticos de sua época, por usar uma linguagem coloquial e criticar abertamente a sociedade racista de então, entrou para a galeria dos “malditos”. Autor de obras-primas como Triste fim de Policarpo Quaresma e Recordações do escrivão Isaías Caminha, produziu romances, novelas, contos, crônicas e diários. Vítima de preconceito por ser negro e pobre, só teve a obra reconhecida décadas após sua morte. No livro Lima Barreto, sétimo volume da Coleção Retratos do Brasil Negro, o pesquisador Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, analisa a produção do escritor e mostra a atualidade dos problemas que ele apontou no início do século XX.


SELO NEGRO EDIÇÕES

Atendimento ao consumidor: loja@gruposummus.com.br

Vendas por Atacado: vendas@summus.com.br

Twitter: http://twitter.com/gruposummus

Facebook: http://www.facebook.com/gruposummus"

06/05/2011

"o lirismo e a beleza que devem nortear textos poéticos"

Autor lança seu primeiro livro individual de poesia patrocinado pela
Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo – PROAC

O escritor Sergio Ballouk estará na terça-feira (dia 17 de maio), das 19h30 às 23h, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), para um bate-papo com o público sobre o seu livro Enquanto o Tambor Não Chama, um dos projetos contemplados pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (PROAC), da Secretaria do Estado da Cultura – Ação Cultural de 2010. O evento contará com uma sessão de autógrafos, além de uma apresentação teatral com os atores Marco Xavier e Mafalda Pequenino (Turma do Gueto), Liah Jonnes (cantora e atriz) e Cosme Alves (músico). Direção de Helton Fesan.
Em seu trabalho solo Ballouk, que reúne 51 poemas, nos mostra “uma obra carregada de combatividade, sem, contudo, deixar de contemplar o lirismo e a beleza que devem nortear textos poéticos”, conforme texto de Sidney Oliveira. O conteúdo toca a musicalidade de várias temáticas: o amor, a família e a ancestralidade, de forma carinhosa e intensa.
Enquanto o Tambor Não Chama é digno de admiração por aqueles que amam a poesia e almejam ampliar seus conhecimentos.
É importante ressaltar que Sergio Ballouk nasceu na cidade de São Paulo, durante o carnaval de fevereiro de 1967. É funcionário público e formado em Publicidade e Propaganda pela Fundação Cásper Líbero, com pós-graduação na área de Gestão Pública pela Universidade de Mogi das Cruzes. Têm marcado presença constantemente nas publicações da antologia de poemas e contos “Cadernos Negros”, do grupo Quilombhoje Literatura, desde 2005.
Serviço:
Bate-papo, autógrafos e peça teatral sobre o livro
Data: 17 de maio – terça-feira
Horário: das 19h30 às 23h
Local: Casa das Rosas (Av. Paulista, 37- Próximo ao Shopping Paulista - entre as estações do Metrô Brigadeiro e Paraíso)
Entrada franca
Blog do autor: www.sergioballouk.blogspot.com

05/05/2011


I FEIRA CULTURAL CRIOLLO BRASIL



EXPOSIÇÃO E VENDA DE ARTESANATOS, ACESSORIOS E DECORAÇÃO

ROUPAS DA MODA

SERVIÇOS DE BELEZA A PREÇOS POPULARES

TRANÇAS E DREAD’S

CORTES MASCULINOS E FEMININOS

MANICURE/PEDICURE

/SOBRANCELHA E PODOLOGIA

ASSESSORIA CONTABIL/TRABALHISTA/PREVIDENCIARIA – PESSOA FISICA E JURIDICA

DJ’s para comandar a festa com muito Swing, Pagode, Roda de Samba e gente bonita, Praça de Alimentação e Concurso de Beleza Afro

15/05/2011

Av. Peri Ronchetti, 168 - Pedra Branca (creche perizinho)

ENTRADA FRANCA

02/05/2011

A Capa



Essa é a capa do livro. Depois de muitas mexidas, indas e vindas surge a cara da apresentação do trabalho. Nesses últimos dias eu postei partes do poema que dá título ao livro. Credito a escolha a forma fragmentada que ele se apresenta, com a possibilidade de ser lido separadamente, e mesmo assim, com particularidades individuais. Assim é o livro. É a somatória dos meus cacos, pedaços em mosaico, que vistos de longe- e alguns de muito perto- formam a minha resistente estrutura. O meu toque de tambor é desse jeito, chegando para somar com tantos outros que ecoam no ar.

ONDE SERÁ A FESTA: CASA DAS ROSAS - Av Paulista, 37
17/05 ( TERÇA FEIRA)

TRAJE: CADA UM DO SEU JEITO


Enquanto o tambor não chama
estou em outro lugar
no rodopio de mãos trançadas
corpos treinados, pés floreados,
peripécia de samba rock na alma

enquanto o tambor não chama...
encontrem-me entre cheiros
esfregando arruda entre os dedos
mascando alecrim
colhendo pariparoba
e flores de jasmim

enquanto o tambor não chama
com incenso de palavras do peito da África
com som de lembranças sob pele retinta
com zunido na cabeça e tremor nas pernas...

ah, mas quando o tambor chama!
é só alegria
festa, euforia no catimbozeiro
é vovó abençoando de passo inusitado
no centro do terreiro
e a roda grandiosa em festa
é exu Giramundo ou é mundo que gira?
arrasta a menina
que tremelica em ancas servidas
em sinfonia de adja chamando pra chegar
aí é que eu quero ver
aí é que eu quero ver
quando o tambor chama