23/03/2011

NAMÍBIA, NÃO - DIREÇÃO: LÁZARO RAMOS






(guia da semana- BA)"Até 1º de maio, a Sala do Coro do Teatro Castro Alves apresenta a peça Namíbia, Não!, de sexta a domingo, às 20h. Com direção de Lázaro Ramos, o espetáculo tem argumento provocador ao abordar uma situação hipotética que se passa no o ano de 2016.

Na trama, o governo brasileiro obrigou que todos os afrodescendentes regressem imediatamente à África, provocando, em pleno século 21, o revés da diáspora vivida pelo povo africano do Brasil escravocrata.

A peça conta com a atuação de Flávio Bauraqui - ator de sólida carreira no cinema brasileiro e vários papéis em novelas e minisséries da TV Globo. Flávio é gaúcho, radicado no Rio de Janeiro há 18 anos, e assumiu morar em Salvador durante a temporada.

Ficha Técnica

Texto: Aldri Anunciação
Direção Geral: Lázaro Ramos
Elenco: Aldri Anunciação e Flávio Bauraqui
Direção Musical: Arto Lindsay
Figurino: Diana Moreira"

Foto: Divulgação"

21/03/2011

ELISA LUCINDA - TUDO É MÃE E TUDO É ESCURIDÃO



( trecho final da reportagem de Oswaldo Faustino e foto Eraldo Platz - Raça Brasil)
"Para ela, a poesia é como construtora da cidadania. "Criei meu filho Juliano à base de poesia e o resultado é avassalador, no sentido da delicadeza, humanidade, altruísmo, solidariedade e ética. Os poetas levantam a bandeira da paz. Dificilmente um poeta é da cultura da guerra. Juliano é responsável por talvez um dos versos mais bonitos da minha obra. Ele tinha quatro aninhos e disse: 'Mãe, sabe por que eu gosto de você ser negra? Porque combina com a escuridão. Então quando é de noite eu não tenho medo. Tudo é mãe e tudo é escuridão'." Ela se emociona novamente lembrando desses versos que publicou há cerca de 25 anos. Resta agora convencer professores, editores, promotores de concursos literários do poder da palavra poética, tão excluída quanto aqueles jovens que a poeta quer transformar em cidadãos."

04/03/2011

Parabéns Vai-Vai!


EU, FALO
é disso que eu falo
do afoxé, cuíca, caixa e tamborim
do tarde da noite a quase manhã
do eco que se espalha a toda cidade

é disso que eu falo
da música, do movimento
de tanta cerveja...
ficar lento nos olhares
até parar em outro olhar

falo do êxtase pleno
onde o reto encontra os extremos
e funde-se no espaço fora do som
uníssono mantra,
entre a surdez e o gestual, a mímica

falo do suor que pinga dos cabelos
tempera a nuca e se delicia na alcinha
sobre a pele ...
desse cheiro de vida
que inspira os desejos
me assanha no ar, no falo
é disso que eu falo