30/03/2010

CANTO DO BRAÇO


CANTO DO BRAÇO
Sergio Ballouk

Toda sexta
Toda noite de lua
sempre nova
nosso brado traz a Jurema
seu penacho
suas cores
seu riacho
vem com o canto do braço
arco forte flecha lança
a coragem desta aldeia
que reluz no guizo
sua fé
e esperança

22/03/2010

de pura energia, ESPERANÇA GARCIA



Juliana Balduino, Taís Lopes, Raquel Almeida e Samanta Biotti


As meninas do coletivo Esperança Garcia não estão pra brincadeira. Artesanato, fotografia, literatura, teatro, debate, gente que gosta de gente... e tudo isso aconteceu no Sarau Elo da Corrente, Sarau da Brasa e Centro Cultural da Juventude saiba mais



Foto do Espetáculo Capulanas


Esperança Garcia, era mulher porreta. A ponto de escrever uma carta ao governador do Piauí, em 1770, reclamando dos maus tratos que sofria na fazenda. Esperança Garcia era mulher, negra e escrava. A história ,com muita vergonha, até que tentou apagar os fatos.
A carta em versão atualizada:
"Eu sou uma escrava de V.S.a administração de Capitão Antonio Vieira de Couto, casada. Desde que o Capitão lá foi administrar, que me tirou da Fazenda dos Algodões , aonde vivia com meu marido, para ser cozinheira de sua casa, onde nela passo tão mal. A primeira é que há grandes trovoadas de pancadas em um filho nem, sendo uma criança que lhe fez extrair sangue pela boca; em mim não poço explicar que sou um colchão de pancadas, tanto que caí uma vez do sobrado abaixo, peada, por misericórdia de Deus escapei. A segunda estou eu e mais minhas parceiras por confessar a três anos. E uma criança minha e duas mais por batizar. Pelo que peço a V.S. pelo amor de Deus e do seu valimento, ponha aos olhos em mim, ordenando ao Procurador que mande para a fazenda aonde ele me tirou para eu viver com meu marido e batizar minha filha. De V.Sa. sua escrava, Esperança Garcia"
saiba mais:
http://www.esperanca-garcia.blogspot.com
http://www.fnt.org.br/upload/DiscursoLuisMott www.fnt.org.br/upload/DiscursoLuisMott

04/03/2010

DIA DA MULHER : BELEZA E ATITUDE

Em oito de março de 2010 será comemorado o centenário do Dia Internacional da Mulher, lembrando a data instituída em uma conferência na Dinamarca, e devidamente oficializada pela ONU. Porém, as 130 mulheres novaiorquinas que morreram carbonizadas dentro da uma fábrica trancada, ocorreu bem antes, em 1857. Lutavam por direitos necessários na época, tais como: equiparação salarial, redução na carga de trabalho, tratamento digno dentro do ambiente de trabalho, etc... Hoje, parece que tudo mudou, o bom patrão faz questão de nesse dia entregar flores, às vezes, até pessoalmente, para as mais afortunadas um almoço, em outras empresas a homenagem entende-se de um dia a uma semana, onde discutem beleza e atitudes cosméticas à vontade... O debate, discussão, questionamento não deve ficar lá atrás, no chão da fábrica. Há muito que fazer. E certamente não podemos nos esquecer do abismo salarial que existe se compararmos os salários entre homens brancos e mulheres negras. Tanto que o problema não é só nosso. E para lembrar, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu primeiro projeto de lei que assinou tratava de equiparar salários entre homens e mulheres. Lilly Ledebetter, funcionária aposentada de uma fábrica de pneus, que processou a empresa e perdeu, leva o nome da lei. Em seu discurso, Obama disse:
"Ela sabe que a história não é só dela, mas de todas as mulheres que ganham US$ 0,75 quando um homem ganha US$ 1 e ainda menos do caso das mulheres negras. Igualdade de pagamento não é um tema de mulheres e sim de família. A família que [pela desigualdade de pagamento] não tem dinheiro para educação, famílias que dependem disso para pagar a hipoteca ou não, pagar as contas médicas ou não",
As instituições sindicais brasileiras intencionam marcar a data com manifestações em todos os estados. É isso aí.

LITERATURA NOS BECOS DA CRIATIVIDADE